LN – River – Boca: o significado do primeiro superclássico feminino disputado no Monumental


UMA Rio-Boca sem operações de segurança que assediam um bairro inteiro é possível e a prova foi vista neste domingo na Monumental. Foi uma data histórica, pois foi a primeira vez que o superclássico em sua versão feminina foi disputado naquele estádio, como já havia acontecido na Bombonera.

Embora locais e estrangeiros tenham ficado surpresos com o curto prazo com que foi decidido que seria jogado no Monumental, um pequeno grupo de familiares dos jogadores de futebol que puderam se aproximar se fez sentir ocupando um setor das arquibancadas de San Martín Baja, logo atrás do banco substituto local. E de acordo com um jogo de futebol feminino, tanto o apanhador de bola quanto a polícia e o pessoal da UTEDYC eram mulheres.

Melgarejo cobre a bola contra Yamila Rodríguez;  River e Boca deram um grande passo ao se enfrentarem na quadra do primeiro.

Melgarejo cobre a bola contra Yamila Rodríguez; River e Boca deram um grande passo ao se enfrentarem na quadra do primeiro. (Mauro Alfieri/)

Atrás do 1 para 1 final (Amancay Urbani para Xeneize que jogou de amarelo e Martina del Trecco para os locais), cada equipe se reuniu em campo e tirou suas conclusões. Os moradores demoraram um pouco mais para deixar o campo. Não foi por menos, eles tiveram o prazer de ser locais em um estádio mítico e cortar uma sequência sempre adversa e que principalmente lhes trouxe gols contra no clássico. Havia fotos de grupo, com os fãs ao fundo e com alguns familiares que conseguiram pular na grama.

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Foi muito singular, claro, e para além da igualdade final, que o sabor da vitória tenha sido tomado por ambas as equipas. É que embora não tenha sido aberto ao público em geral, o facto de o superclássico ter sido disputado neste palco significou uma espécie de validação definitiva para o futebol feminino que busca acelerar os passos para uma real profissionalização.

Sabe-se que em Monumental não é qualquer um que joga e é por isso que desde ontem, e por mais vazio que possa parecer, foi dado mais um passo não só para uma melhor divulgação do futebol feminino, mas também para deixar para trás os comentários depreciativos de membros anônimos do fórum, as questões sobre as curiosas profissões ou profissões principais dos jogadores de futebol e a eterna referência masculina como parâmetro comparativo. A história que eles querem contar acontece no campo.

Amancay Urbani comemora abertura do Boca, em clássico contra o River que teve sabor especial no Monumental

Amancay Urbani comemora abertura do Boca, em clássico contra o River que teve sabor especial no Monumental (Mauro Alfieri/)

Percebe-se também que os jogadores de futebol, são de Rio, Boca ou Barcelona, eles não apenas jogam contra seus eventuais rivais, eles jogam contra tudo. E eles expressam isso. “O Monumental É válido para radiodifusão, mas acho que o público que coloca paus é cada vez menor e não acho que temos que dar muita importância a essas pessoas, porque tem muita gente que quer muito vir e eu vou ficar com isso. O outro faz parte do tempo e acho que vai mudar”, disse. Justina Morcillo, meio-campista do River.

A capitã 10 milionária está convencida de que o futebol feminino pode atrair um grande público, por isso agora o objetivo é ter mais uma vez a oportunidade de abrir o estádio para eles: “No futebol feminino, os passos são dados um a um e há que aproveitar eles. O próximo passo será jogar aqui novamente e que as portas possam ser abertas para todos. Seria um grande passo”.

Martina Del Trecco conseguiu a igualdade, embora o resultado tenha sido o menos importante no superclásico simbólico entre River e Boca, o primeiro no estádio Liberti.

Martina Del Trecco conseguiu a igualdade, embora o resultado tenha sido o menos importante no superclásico simbólico entre River e Boca, o primeiro no estádio Liberti. (A NAÇÃO/Mauro Alfieri/)

Independentemente de como aconteceu, 27 de março de 2022 permanecerá uma data histórica, tanto para os jogadores de futebol de Rio Enquanto o Boca. Para os Milionários, o objetivo é voltar a jogar no Monumental, e se puder, preencha-o. Por mais simples ou complexo que pareça.



Publicado en el diario La Nación

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